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Guia de implementação

Indicadores de produção (KPIs) e métricas.

Indicadores de produção (KPIs) são os números medidos pelos quais uma fábrica se gerencia, normalmente agrupados em segurança, qualidade, entrega, estoque e produtividade (SQDIP). Os indicadores que valem a pena têm três características: são medidos no processo, cada número tem um responsável com nome e sobrenome, e cada número embasa uma decisão em uma reunião regular. Meça poucos números que alguém acompanha, em vez de muitos números que ninguém acompanha. Indicador sem responsável e sem decisão é relatório, não gestão.

Para que servem os indicadores de produção

Um indicador de produção existe para embasar uma decisão. O trabalho dele é esse. Um OTIF de 87% não é informação enquanto alguém não responder pelo número, não souber por que ele é 87 e não 94, e não usar isso em uma reunião para decidir onde entra a próxima contramedida. Todo o resto que se mede, e fábrica mede muita coisa, é métrica: às vezes útil, de vez em quando consultada, mas não é com base nela que a fábrica é gerenciada.

O modelo mental útil é uma hierarquia pequena. No topo ficam de cinco a oito indicadores da planta, agrupados por convenção em segurança, qualidade, entrega, estoque e produtividade, a estrutura SQDIP que também organiza os quadros de gestão à vista. Abaixo deles, cada área ou linha carrega seus três a cinco números, aqueles que o turno consegue mesmo influenciar. Mais abaixo vivem todas as métricas que os sistemas registram de qualquer jeito. O erro é achatar essa hierarquia em um painel de 40 linhas, onde tudo tem a mesma importância, o que significa que nada tem.

Sobre o escopo: esta página define os indicadores principais, dá as fórmulas e mostra como escolher um conjunto inicial e medir a linha de base. O guia de SQDIP cobre o quadro diário montado com esses números, o guia de OEE aprofunda a eficiência do equipamento e o guia da árvore de indicadores trata de desdobrar os números da planta até o nível do turno.

Onde os indicadores entram no roteiro de transformação

No roteiro de implantação da TeamGuru este tema é a prática de indicadores de linha de base, na etapa Diagnosticar. Vem depois da avaliação do estado atual, que nomeia o problema de negócio a que os indicadores devem servir, e corre em paralelo com o mapeamento do fluxo de valor, que fornece números medidos como lead time, WIP e tempo de setup. A linha de base alimenta depois o desdobramento da estratégia, que define metas em cima dela, e o gerenciamento diário, que a revisa todo dia.

Quando mais indicadores pioram tudo

Medir dá sensação de progresso, e é exatamente por isso que se exagera. Cada número a mais no painel custa atenção, e atenção é o recurso mais escasso de uma fábrica. Antes de acrescentar um indicador, passe os olhos na lista abaixo; a maior parte dos sistemas de medição que não funcionam falha de uma destas quatro maneiras, e nenhuma delas se resolve medindo mais.

  • O painel de 40 métricas. Ninguém sabe dizer quem responde pela linha 23, a reunião passa os olhos em vez de decidir, e os três números que importam se afogam nos 37 que não importam. Se a reunião mensal não consegue discutir todo indicador, a lista é longa demais, não a reunião curta demais.
  • Médias que escondem a variação. Um OTIF mensal de 91% pode conter uma semana perfeita e uma semana desastrosa, e é no desastre que está o aprendizado. No nível de quem executa, olhe tendência e distribuição; guarde a média única para o resumo.
  • Indicador de vaidade. Peças produzidas fica bonito na parede e premia a superprodução, o pior dos sete desperdícios. Qualquer número de produção sem um denominador de demanda, qualidade ou tempo elogia o esforço em vez de medir o desempenho.
  • Indicador que o turno não consegue influenciar. Giro de estoque no quadro de uma célula é ruído: a equipe não move isso do posto dela. Desdobre: a célula acompanha aderência à programação e FPY, e esses números sobem até o giro pelo qual o gerente industrial responde.

A tabela de definições: indicadores principais por categoria do SQDIP

Estes 17 indicadores cobrem aquilo de que a maioria das fábricas realmente precisa escolher. As fórmulas estão em linguagem simples de propósito: se um número não pode ser explicado no quadro em uma linha, ele não sobrevive no chão de fábrica. Nenhuma fábrica deve acompanhar os 17. Escolha o conjunto inicial com as regras da próxima seção.

Indicador Definição Fórmula Uso típico
Segurança
TRIR Taxa total de incidentes registráveis: lesões e doenças registráveis normalizadas para 100 trabalhadores em tempo integral por ano. O indicador de segurança reativo mais usado. TRIR = (incidentes registráveis x 200 000) / total de horas trabalhadas Comparar o desempenho de segurança entre unidades e ao longo do tempo. A constante 200 000 é 100 trabalhadores vezes 2 000 horas.
Relatos de quase acidente Quantos quase acidentes e condições inseguras as pessoas relatam por período. É um indicador preditivo: quando o número sobe, em geral cresceu a confiança, não o risco. Quase acidentes relatados por mês (muitas vezes por 100 empregados) Avaliar se o sistema de segurança acha o problema antes de ele virar lesão.
Qualidade
FPY (primeira passagem) Parcela de peças que passam corretamente por uma etapa do processo já na primeira vez, sem retrabalho, reparo ou refugo. FPY = peças aprovadas de primeira / peças iniciadas O número de qualidade mais honesto para uma etapa, porque conta o retrabalho que a taxa de refugo esconde.
RTY (rendimento acumulado) Probabilidade de uma peça passar de primeira por todas as etapas do fluxo: o produto dos FPY de cada etapa. RTY = FPY etapa 1 x FPY etapa 2 x ... x FPY etapa n Expor a fábrica oculta. Cinco etapas a 97% cada uma dão um RTY de apenas 86%.
Taxa de refugo Parcela das peças iniciadas (ou do custo de produção) perdida como refugo. Taxa de refugo = peças refugadas / peças iniciadas Dimensionar a perda de material. Use junto com o FPY, que captura também o retrabalho que o refugo não mostra.
PPM de defeitos Peças defeituosas por milhão de unidades entregues ao cliente. PPM = (peças defeituosas / peças entregues) x 1 000 000 A qualidade na visão do cliente, o número que aparece no scorecard de fornecedor.
COPQ (custo da má qualidade) Todo o dinheiro gasto porque a coisa não saiu certa de primeira: refugo, retrabalho, garantia, devolução e inspeção extra. COPQ % = (refugo + retrabalho + garantia + custo de inspeção) / faturamento Traduzir qualidade em R$ para priorizar e levar à análise crítica pela direção.
Entrega
OTD / OTIF (entrega no prazo) Parcela dos pedidos entregues na data prometida. O OTIF acrescenta: completos e corretos. OTIF = pedidos entregues no prazo e completos / total de pedidos A entrega na visão do cliente. Meça contra a primeira data prometida, não contra a última reprogramação.
Aderência à programação O quanto a produção seguiu o plano em um dado intervalo, em quantidade e em sequência. Aderência = peças produzidas conforme o plano / peças planejadas Separar o atraso que nasce do planejamento do atraso que nasce da execução.
Lead time Tempo decorrido do pedido até a entrega, ou da entrada do material na fábrica até a saída pela doca. Filas incluídas. Lead time = data de entrega menos data do pedido (ou dias de doca a doca) O número do fluxo inteiro que o mapeamento mede. Quase sempre é dominado por espera, não por processamento.
Estoque
Giro de estoque Quantas vezes por ano o estoque é consumido e reposto. Giro = custo dos produtos vendidos / valor médio do estoque A visão financeira de quanto caixa a operação prende.
Dias de estoque (DOH) Por quantos dias o estoque atual duraria no consumo atual. Dias de estoque = 365 / giro (ou quantidade em mãos / consumo diário) O mesmo fato do giro, em unidade operacional. Funciona por material, por etapa e por almoxarifado.
Estoque em processo (WIP) Peças paradas entre a matéria-prima e o produto acabado, de preferência expressas em dias de demanda. WIP em dias = peças em processo / demanda diária O que mais puxa o lead time. Limitar o WIP é a alavanca mais rápida que uma fábrica tem para encurtá-lo.
Produtividade
OEE Eficiência global do equipamento: quanto do tempo programado de máquina produz peça boa na velocidade ideal. OEE = disponibilidade x performance x qualidade Achar a maior das seis grandes perdas no equipamento gargalo. O cálculo completo está no guia de OEE.
Produtividade da mão de obra Produção boa por hora de mão de obra direta. Produtividade = peças boas produzidas / horas de mão de obra direta Acompanhar a tendência depois das melhorias. É arriscada como meta de turno, porque premia a superprodução.
Tempo de setup Tempo entre a última peça boa do produto A e a primeira peça boa do produto B em velocidade plena. Setup = hora da primeira peça boa de B menos hora da última peça boa de A A alavanca por trás do tamanho de lote e da flexibilidade, e o assunto do SMED.
Parada não planejada Tempo de produção programado que se perde em paradas não planejadas. Parada % = tempo de parada não planejada / tempo de produção programado Alimentar a prioridade da manutenção. Registre o motivo da parada na máquina, não em um relatório mensal.

Dois deles merecem página própria, e têm: o OEE, cujos três fatores e seis grandes perdas pedem uma explicação completa, e o tempo de setup, cujo método de redução é o SMED, a troca rápida de ferramentas (TRF). Lead time e WIP são medidos, e não estimados, durante a semana de mapeamento do fluxo de valor, e é por isso que as duas práticas correm em paralelo.

Como escolher seus indicadores: seis regras

É na escolha que um sistema de medição se ganha ou se perde, e escolher é atividade de projeto, não de coleta. Aplique estas regras na ordem sobre a tabela acima e um conjunto de cinco a oito números no nível da planta sai quase sozinho.

Comece pelo gargalo e pelo problema do negócio

A lista de indicadores é deduzida, não coletada. Se o problema do negócio é entrega e o gargalo é a usinagem, então OTIF, OEE da usinagem e tempo de setup entram na lista, e uma dúzia de outros candidatos plausíveis fica de fora. Um indicador ganha seu lugar quando se liga ao que limita a fábrica hoje.

Para cada indicador reativo, um preditivo

Os números reativos (OTIF, TRIR, COPQ) contam como foi o mês. Os preditivos (aderência à programação, relatos de quase acidente, FPY no gargalo) contam como o mês está indo enquanto ainda dá para agir. Um painel só de indicadores reativos é retrovisor.

Um responsável com nome por indicador

O responsável é a pessoa que explica o número, sabe por que ele se mexeu e traz a contramedida. Indicador que pertence a um departamento não pertence a ninguém. Uma pessoa pode responder por vários indicadores; nenhum indicador pode ter dois donos.

Linha de base antes de meta

Meça de duas a quatro semanas antes de definir qualquer meta. Meta definida antes da linha de base é ficção negociada, e as pessoas aprendem a maquiar a medição em vez de melhorar o processo.

Meça no processo, não em relatório

O número do quadro precisa ser contável onde o trabalho acontece: peças, paradas, minutos, defeitos. Extração de ERP e fechamento de mês chegam tarde e viram discussão. Um número que o operador ajudou a contar é um número que ele aceita.

Todo indicador precisa de uma reunião onde alguém o lê

Diga em que reunião cada indicador é lido e que decisão ele embasa: o quadro diário do turno, a reunião semanal de desempenho ou a análise crítica mensal. Se você não consegue nomear a reunião, o indicador é enfeite e deve sair da lista.

Uma linha de base que as pessoas aceitam

Linha de base são de duas a quatro semanas de medição honesta antes de existir qualquer meta. A sequência importa. Primeiro, defina cada indicador por escrito: fórmula, fonte do dado, regra de contagem e os casos de exceção, porque a primeira discussão em qualquer quadro é sempre sobre a definição, nunca sobre o desempenho. Segundo, meça no processo, com quem opera contando ou pelo menos vendo a contagem. Terceiro, faça cada responsável aceitar o número: não gostar dele, aceitá-lo como verdadeiro. Só então defina metas.

Espere uma linha de base pior do que todo mundo imaginava. Número reportado sobe sozinho ao longo de anos de generosidade silenciosa na definição, e medir no processo tira essa generosidade. Um OTIF que cai de 95% reportados para 87% medidos não piorou; ele virou real, e só número real consegue melhorar.

Exemplo resolvido: escolhendo seis indicadores para começar

Os números abaixo são ilustrativos, mas coerentes entre si, e valem para o mesmo fabricante de componentes de 450 pessoas usado em todo o roteiro de transformação: demanda de 456 peças por dia em dois turnos, entrega apontada como o problema de negócio, usinagem identificada como gargalo e uma semana de mapeamento que encontrou 8 400 peças de WIP e um setup de 47 minutos. A unidade escolheu seis indicadores iniciais, e cada escolha remete a uma das regras:

Indicador Linha de base medida Responsável Por que este
TRIR 2,4 (últimos 12 meses) Gerente industrial Segurança abre todo quadro e toda reunião. O gerente industrial responde por ela pessoalmente, para que o recado não fique ambíguo.
FPY da montagem 94,2% Líder da montagem O retrabalho na montagem desestabilizava a programação todo dia. O FPY na última etapa captura a qualidade do fluxo inteiro.
OTIF 87% (primeira data prometida) Gerente de planejamento Entrega é o problema de negócio que a avaliação do estado atual apontou. Medido contra a primeira promessa, para que replanejar não melhore o número.
WIP em dias de demanda 18,4 dias (8 400 peças a 456/dia) Gerente do fluxo de valor A equipe de mapeamento mostrou que o WIP é o lead time. Um número responde pelos dois.
OEE da usinagem 61% Líder da usinagem A usinagem é o gargalo. OEE em qualquer outro lugar seria distração; aqui, OEE é capacidade.
Tempo de setup na usinagem 47 min em média Líder da usinagem O parceiro preditivo do WIP e do OTIF: a semana de mapeamento mostrou que o setup de 47 minutos obriga os lotes que criam os 18,4 dias.

Repare no que ficou de fora. Nada de giro de estoque, porque o WIP em dias carrega o mesmo sinal em um nível em que o gerente do fluxo de valor consegue agir. Nada de produtividade da mão de obra, porque, com entrega como problema, ela puxaria a atenção para rodar máquina a todo vapor, que foi justamente como as 8 400 peças de WIP apareceram. E nenhuma meta ainda: elas chegam pelo desdobramento da estratégia, depois de quatro semanas de linha de base, para que as primeiras metas nasçam contra a realidade e não contra a vontade.

Dos números para a gestão

Um conjunto de indicadores com linha de base é um painel de instrumentos, não um sistema de gestão. Três práticas fazem a virada. Primeiro, desdobrar: uma árvore de indicadores liga cada número da planta aos números de área e de turno que o movem, de modo que um turno que melhora sua aderência à programação sabe que está mexendo no OTIF da planta. Segundo, ritmo: os números de turno vão para os quadros SQDIP revisados no ciclo de gerenciamento diário, onde um número vermelho vira ação com nome e prazo em 24 horas. Terceiro, escalonamento para cima: as reuniões semanais e mensais trabalham as tendências que o ciclo diário não resolve sozinho.

É também aqui que a planilha entrega os pontos: as definições se multiplicam em cópias locais, a linha de base é redigitada e a reunião volta a rodar sobre números em que ninguém confia de verdade. No TeamGuru, cada indicador vive uma vez só, com sua definição, seu responsável, sua linha de base e seu histórico, nos dashboards de KPI, e os quadros e as reuniões leem desse mesmo registro pelos relatórios, de forma que o quadro diário, a reunião mensal e o celular do gerente industrial mostrem o mesmo número.

No roteiro, os próximos passos são o desdobramento da estratégia, que define metas sobre a linha de base e transforma as maiores lacunas nas poucas prioridades com responsável da fábrica, e o gerenciamento diário, que põe os números para trabalhar toda manhã.

Indicadores de produção (KPIs) e métricas: diagrama de implementação (guia TeamGuru)

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Indicadores de produção (KPIs) e métricas: diagrama de implementação (guia TeamGuru)

Perguntas frequentes

Quantos indicadores uma fábrica deve ter?
De cinco a oito no nível da planta, em geral um ou dois por categoria do SQDIP, e de três a cinco por área ou linha. O teste prático é responsável e tempo de fala: todo indicador precisa de um responsável com nome e de uma reunião em que ele seja de fato lido. Se a reunião não consegue discutir um número no tempo disponível, o painel está longo demais.
Qual é a diferença entre indicador preditivo e reativo?
Os reativos medem o resultado depois do fato: OTIF, TRIR, custo da má qualidade. Os preditivos medem o que leva a esse resultado enquanto ainda há tempo de agir: aderência à programação, relatos de quase acidente, FPY no gargalo. Um bom painel combina os dois, porque só com números reativos você fica sabendo o que aconteceu e sem nada para gerenciar.
Qual é a diferença entre indicador e KPI?
Métrica é tudo o que dá para medir. KPI é a métrica que foi promovida: ela se liga a uma prioridade atual do negócio, tem um responsável com nome e embasa uma decisão em uma reunião regular. A maioria das fábricas acompanha centenas de métricas; o erro é tratar todas como KPI e não revisar nenhuma direito.
Com que frequência revisar os indicadores de produção?
Na frequência em que alguém consegue agir sobre eles. Números de turno e de dia, como incidentes de segurança, FPY e aderência à programação, ficam no quadro diário. Agregados semanais, como tendência de OTIF e de OEE, ficam na reunião semanal de desempenho. Indicadores financeiros e estratégicos, como COPQ e giro de estoque, ficam na análise crítica mensal. Um mesmo número pode aparecer em vários níveis, com granularidade diferente.
Qual é um bom benchmark de entrega no prazo?
Não existe número universal honesto, porque o OTD depende de como é medido: contra a primeira promessa ou contra a última reprogramação, por item ou por pedido completo, com ou sem janela de entrega. Os números publicados quase nunca revelam essas escolhas, então comparar com eles é comparar definição, não desempenho. Faça benchmark da sua própria tendência: fixe a definição, meça a linha de base e melhore contra você mesmo, trimestre a trimestre.
Quem deve responder por um indicador?
A pessoa mais próxima do processo que consegue explicar por que o número se mexeu e acionar a contramedida, em geral o líder da área ou o gerente do fluxo de valor, e não o analista que monta o relatório. Responder por um indicador é trazer a história e a ação, não produzir o gráfico. Se o responsável não consegue influenciar o número no nível dele, o indicador foi atribuído ao nível errado.

Dê a cada indicador um responsável e um ritmo

Veja como o TeamGuru liga sua linha de base aos quadros, reuniões e ações que realmente mexem nos números.